segunda-feira, 15 de novembro de 2010

Artigo Sustentável

TECNOLOGIAS SUSTENTÁVEIS APLICADA EM AMBIENTES ARQUITETÔNICOS E DECORRATIVOS RENOVÁVEIS
Ariane Muracami
Arquitetura e Urbanismo


Resumo:
Artigo de revisão literária que descreve o uso de materiais sustentáveis e materiais de reaproveitamento, feitos para utilização do conhecimento artístico não apenas das classes altas, mas também das menos favorecidas em relação ao conhecimento e percepção. Por meio da análise o artigo discorrerá sobre, a forma de angariar produtos que perderam o valor de uso e consumo, porém, que possam ser inseridos aos padrões sustentáveis e tecnológicos atuais nas residências. É uma forma de demonstrar a capacidade de reaproveitamento dos artesões conforme a classe social e o tipo de recurso que foi confeccionado o material tornando-o acessível aos padrões vigentes.

Palavras-chave: Reaproveitamento, Artesão, Sustentabilidade, EcoDesign, Materiais, Blogs, Reconhecimento e Criação de Objetos.


Introdução
Antigamente, os utensílios e ‘bugigangas’ possuíam uma vida útil maior se comparados ao de hoje, porém não se pode pensar que os produtos atuais não são de qualidade. Quanto maior a facilidade de se adquirir bens, mais desvalorizado se tornam os artigos tidos por ‘fora de linha’, mesmo que estes ainda possam ser utilizados. Fato que um objeto de consumo além de estar relacionado à moda, ele está realmente envolvido a séries de fatores psicossociais, como o desejo de ter, o status, a fama e a sensação de poder que a pessoa imagina adquirir em relação ao resto da sociedade ou ao grupo social que pertence. Não se pode pensar que o consumo não consiga ser conciliado com o reaproveitado, por meio de ajustes sustentáveis que possam auxiliar àqueles que não sabem e não tem bens, ou seja, além de apreender, criar e reformar, a pessoa torna-se consciente de um ideal que está se estabelecendo cada vez mais.
Atualmente os recursos tecnológicos vêm sendo fonte de comunicação rápida, as pessoas começaram a se envolver em séries de grupos de relacionamentos, onde, muitos deles têm por ideal não apenas o desenvolvimento de vínculo pessoal, mas o de uma relação profissional e cultural, buscando assim metodologias para o reaproveitamento de materiais.
A sustentabilidade não está somente ligada ao universo verde, mais do que isto, ser sustentável é pensar que o que já perdeu o valor comercial pode ser recuperado de forma a ser reproduzido tanto por classes sociais vulneráveis, como pelas classes mais favorecidas, porém o que vêem a ser discutido é a metodologia e aplicabilidade de demonstrar a simplicidade dos materiais e enriquecê-los artisticamente.

1 Manufatura – Conteúdo Histórico
O sistema de fabricação manufaturada, nada mais é que grandes quantidades de produtos fabricados de forma padronizada e em série se utilizando apenas as mãos. Com a Revolução Industrial, passa-se a utilizar máquinas á vapor, tirando à instabilidade da produção a mão para a fabricação de forma mais rápida e em menor tempo.
            Apesar das máquinas, a manufatura teve como característica marcante a produção em série (etapa por etapa), cada trabalhador tinha uma função (MALDONADO, 2006).
            Com os avanços das tecnologias em máquinas, entre 1765 a 1793, foi um período marcado por invenções, onde a máquina passa de condensação para descaroçamento, tudo isto para aumentar sua produtividade em menor tempo. Quer dizer, nesse período os artesãos perderam seu prestígio, pelas máquinas que faziam seus trabalhos rapidamente.
            É um período bem contraditório onde a arte feita a mão, não deixa de ser necessária para tal evolução, porém, esta análise não é feita em relação às máquinas e sim pela realização e percepção artística do artesão, escultor, design e arquiteto. O que ele cria é único, passou por etapas e tem seu valor não apenas financeiro mas também sentimental pelo objeto.

2 Duchamp – Influenciador, Artista e Criativo
            Precursor da Arte Conceitual, o francês e boêmio Marcel Duchamp (1887-1968), que gozou artisticamente no cenário europeu. Pintor dos estilos Impressionista, Expressionistas e Cubista, gostava da idéia de movimento contínuo, figuras humanas, e sobreposições.
            Como escultor, conseguiu sua grande fama em Nova York, onde acha a Arte Dadaísta; trabalhou com vidro sobreposto; com imagens abstratas; muitas de suas obras foram feitas de cabides, tecidos e outros materiais, ou seja Duchamp utilizava qualquer material que achava e transformava-o em uma arte conflitante, tornando a discussão e a percepção do observador mais aguçada nessa época.

2.1 Ready Made
O Ready Made é o transporte de um elemento da vida cotidiana priorizando o não reconhecimento artístico. A partir da brincadeira entre Francis Picabia e Henri- Pierre Roché, Duchamp passa a incorporar materiais de uso comum em suas esculturas, uma vez feito e terminado, ele exibia como arte, um exemplo é a Figura 1 – “Fonte”.
 Ficheiro:Fontaine Duchamp.jpg

Figura 1 – “A Fonte”, de Marcel Duchamp
Fonte: BENÉVOLO, História da Arquitetura Moderna (2004)

A obra que fez repercutir o nome de Duchamp ao redor do mundo - especialmente depois de sua morte. Anteriormente Duchamp, não utilizava seu nome assinava como “R. Mutt”, sendo muito criticado e julgado pela obra em sua época.
Duchamp deixou como legado, as experimentações com o Dadaísmo, Surrealismo, Expressionismo Abstrato, Arte Conceitual e outras. Foi considerado “pai” e influenciador de outros artistas (ARGAN,1992).

3 Arts & Crafts – Defesa do Artesanato
Arts & Crafts, vêm de artes e ofícios, movimento estético surgido na Inglaterra, na metade do século XIX. Defendia o Artesanato criativo como alternativa à mecanização em massa da Revolução Industrial, que extinguiu os artesãos e artistas, sendo que apenas mais tarde esses últimos passaram a ser considerados designers.
Essa ideologia surgiu com o romântico John Ruskin e o socialista e medievalista William Morris, que lutavam pelo conceito de ‘fazer você mesmo’, já que a máquina tinha retirado toda a função artística de um artesão, privando-o de seus lucros. Dessa forma a influencia do Arts & Crafts em sobreposições na utilização de papéis de paredes, em formas de um ensino, acabou impulsionando o movimento francês Art Nouveau, que é considerado a raiz do modernismo, design gráfico, desenho industrial e arquitetura.(BENÉVOLO, 2004)
De acordo com Tomás Maldonado, o Arts & Crafts foi uma importante influência para o surgimento da Bauhaus, que assim como os ingleses do século XIX, também acreditavam que o ensino e a produção do design deveriam ser estruturados em pequenas comunidades de artesãos-artistas, sob a orientação de um ou mais mestres. A Bauhaus desenvolveu, assim, uma produção de objetos feitos por poucos e adquirido por poucos, nos quais a assinatura do artesão tem um valor simbólico fundamental. De forma ampla, a Bauhaus herda a reação gerada no movimento de Morris contra a produtividade anônima dos objetos da revolução industrial.

4  Arquitetura Sustentável
Esse movimento surgiu no final da década de 2000 e concentra-se na criação de uma harmonia entre o processo de construção, o meio ambiente e a obra final. Esta pretende evitar em cada um dos passos de execução, agressões desnecessárias para o ambiente, otimizando os processos de construção, reduzindo a formação de resíduos, e diminuindo o consumo energético do edifício. Tem ainda como objetivo a construção de ambientes que possuam conforto térmico e que a qualidade do ar seja adequada, reduzindo assim a necessidade de utilização de sistemas de ventilação ou aquecimento.
 Outro fator importante é a prevenção do consumo desnecessário de água e energia, podendo se verificar pelos inúmeros recursos e equipamentos desenvolvidos para tal aplicação, como sensores, temporizadores, aquecedores solares, que otimizam a qualidade e a diminuição de consumo destes elementos pela população, com esses mecanismos ecológicos tornou-se possível conciliar design e meio ambiente, originando o ideal amplamente difundido atualmente, o consumo “ Verde” (OFCA, 2010).
Cada vez mais forte, uma vez que, movida pelo modismo coletivo de sustentabilidade, a conscientização da população (que não pensa mais apenas em só consumir, as construções com blocos cerâmicos feitos de adobes, a grande questão das moradias alternativas – parte estrutural, funcional e decorativa – séries de fatores que levam não apenas à renovação e ao aproveitamento), se faz crer que ao se produzir um ambiente com benefícios, o retorno é o conforto e a valorização do mesmo e da ideologia que foi aplicada.
             
5 Descobrindo o talento
Para identificar um artista nato, que busca na veia social, as aplicações e os meios de consumo acessíveis, ele pode ser de fato considerado um modelo a ser seguido, pois o processo de criação nem sempre é lucrativo, a finalidade de reciclar ainda não é compreendida por inúmeras pessoas, que a estigmatizam associando-a a “pobreza”. De fato, o artista para ser reconhecido deve criar um meio de comunicação com o consumidor alvo utilizando ferramentas disponíveis como sites, blogs, divulgação em revistas especializadas, ou pelo método mais eficaz, porém complexo, que é o desenvolvimento de uma Marca própria, que nada mais é que o reconhecimento profissional do artista pela população.
A vida de muitos artesãos é parca, ou seja, não possuem recursos para tal desenvolvimento, o que faz da fala a maneira mais prática de comunicação com seus possíveis consumidores, o poder argumentativo em se provar a qualidade do produto além de sua utilidade, se torna imprescindível no cotidiano desses, pois o que eles propõem são soluções aos problemas das residências.
Atualmente um pequeno grupo, vem se destacando pela internet, buscando conscientizar a população sobre ideologias sustentáveis, exemplos destes grupos são o Coletivo Verde, o Instituto Ecotece e a Cenografia Candotti, ambos buscam através da visão alternativa e da valorização um mundo melhor, refletindo em um impacto positivo social, onde demonstram maneiras e formas de se criar, além de fóruns onde são debatidos assuntos a cerca do âmbito da preservação do meio ambiente através de hábitos sustentáveis, modificando assim o comportamento destes, em relação a sua participação dentro da sociedade.
O solucionar, relacionado em se utilizar qualquer refugo e transformá-lo em arte, sem haver necessidade de sair da residência para se comprar um produto que possa ser fabricado por qualquer pessoa de qualquer idade, ainda é algo pouco praticado devido ao comodismo que a compra proporciona, devendo-se levar em conta que produtos de origem reciclada tem seu preço maior se comparado a um similar industrializado, pois o primeiro passa por diversas etapas para o seu beneficiamento até ficar pronto, o que de fato lhe encarece.
             
6 Material versus EcoDesing
Todo material de construção excedente geralmente é guardado ou jogado fora, o que faz com que sejam desperdiçados, sendo que a melhor solução para diminuir a produção de refugo no setor da construção civil, é a doação deste material. Este comportamento de guardar objetos sem utilidade funcional se deve ao valor sentimental que as pessoas desenvolvem pelo objeto, então o desapego se torna difícil.
Um designer, arquiteto ou artesão sustentáveis criam objetos de decoração e soluções arquitetônicas a partir do refugo doméstico ou da indústria civil, para tal, estes procuram por qualquer material, de preferência por improváveis, àqueles que teriam por função o oposto do que os primeiros propõe após sua manufatura. Estes materiais por vezes não permitirão a criação de objetos ou estruturas dentro da própria construção com acabamento perfeito, mas este, por vezes, não é o foco do criador e sim demonstrar outra funcionalidade ao material escolhido.

É possível achar em lojas de departamento que confeccionam produtos sustentáveis, que nem sempre sua produção é realmente ecologicamente correta, no mercado mundial há apenas cerca de 10% das empresas que tem toda sua fabricação retornável e ecologicamente correta, muitas das outras empresas compram apenas “pontos verdes” (reflorestam, usam materiais reciclados, mas isso não corresponde a totalidade da produção), então o conceito se perde um pouco, ou seja, a procura por estes produtos é tanta que as empresas fazem de tudo para manter a oferta de produtos que transmitam os conceitos de sustentabilidade, mas acabam perdendo parte do ideal.
          O que se deve entender é que nem sempre buscar recursos tecnológicos trás satisfação ao consumidor, uma vez que, devido à conscientização, cada vez maior, da população em relação à esfera da sustentabilidade, do ecodesign, da confecção de objetos reciclados ou restaurados, fornece uma idéia do futuro da arquitetura, urbanismo e design, ou seja, as próximas gerações terão maior noção sustentável aplicada, diferentemente do conhecimento ou da idéia, que é referenciada dos dias de hoje.

Portanto, o conceito “Faça você mesmo!”, nada mais é que uma forma de solucionar a falta de opções e recursos de quem não tem como gastar com decoração e soluções arquitetônicas, tendo como objetivo a economia e a funcionalidade do material. 

7 “Faça você mesmo”
Após achar os materiais a serem utilizados, estes passam pelos processos de separação, determinação da função de cada um dentro da confecção do novo objeto, com isso é possível saber para que este servirá, se de forma decorativa ou visando alguma funcionalidade,  e por fim a própria confecção do objeto (CANDOTTI, 2010).
Analisando o objeto recuperado da Figura 3, divulgado pelo blog “Só o que eu gosto”, observa-se uma penteadeira antiga que foi restaurada pela técnica do craft, além de cores vibrantes. Um dos detalhes que devem ser comentados são os puxadores que não são os mesmo, as gavetas também não possuem a mesma estampa. Desta forma a técnica utilizada na restauração do móvel assemelha-se ao Art & Crafts, que utilizada papéis de parede como revestimento, atentar para a comparação do antes e depois verificada na Figura 4.

Figura 3 – Detalhes da penteadeira
Fonte: LEE, Maya; Blog “Só o que gosto” (2010)


Figura 4 – Comparação entre o antes e o depois
Fonte: LEE, Maya. Blog “Só o que gosto” (2010)

Outro exemplo básico de reaproveitamento de um objeto em criação de outro, seria o verificado no caso da Figura 5, que mostra um escovão que será utilizado na criação de um porta-cartas, onde além de empregar várias cores, ele trás um aspecto alegre e divertido para quem enxerga, não imaginando que aquele objeto colorido era um antigo escovão que foi cortado e pintado. Provavelmente, essas hastes coloridas colocadas nos furos como mostram a Figura 6, é de biscuit, material não muito caro, porém necessita técnica para seu manejo.
           

Figura5 – Preparo do Escovão
Fonte: FPEREZAJATES. Blog “Só o que gosto” (2010)

 
Figura 6 – Encaixes e Cores
Fonte: FPEREZAJATES. Blog “Só o que gosto” (2010)

 Figura7 – Finalização do Porta-Cartas
Fonte: FPEREZAJATES. Blog “Só o que gosto” (2010)

Outro exemplo prático é do blog “Coletivo Verde”, onde mostra na categoria de Produtos Ecológicos, como reaproveitar uma antiga geladeira ou um freezer, que não tem mais funcionalidade, de uma forma alternativa e divertida, associando Ipod, resgatando um pouco o estilo retro.
No post que NEGRI fala do designer canadense Adrian Johnson, que reutiliza refrigeradores e bancos de carros para criar sofás únicos e divertidos. No modelo da foto acima ele utilizou uma geladeira de 1980 para ser a estrutura do sofá e para o estofado ele utilizou um banco traseiro de um BWM 535i de 1988, sendo observada na Figura 8.
 

Figura 8 – Geladeira Sofá
Fonte: INHABITAT & TRENDHUNTER. Blog “Coletivo Verde”, EcoDesign (2010)
           
8 Considerações finais
Ao imaginar uma relação entre o sustentável e o não sustentável, deve-se considerar o desejo em adquirir bens de consumo que proporcionem melhorias na qualidade de vida, trazendo assim conforto e beleza ao ambiente, que muitas vezes se confunde com arte interpretável na percepção do observador, sendo assim agradável ou não a este.
Ao se pensar na produção manufaturada, que perdeu grande parte da força no período da Revolução Industrial, voltou aos poucos com a Arts & Crafts, Art Nouvea, Art Decó, nos anos 70, voltando a se perder novamente com a revolução Tecnológica. Mas apenas no século XIX, que as pessoas voltaram a acreditar e fazer com maior ênfase produtos que não prejudiquem o meio ambiente e que possam ser produzidos em casa e não apenas em uma fábrica de produção em escala.
As pessoas buscam materiais únicos, cujas referências artísticas possuam em sua característica particular expressar uma sensação de realização e transformação criativa, de certa forma os designers, arquitetos, escultores, artesãos, tem como preferência simplificar o cotidiano e as angústias causadas pelo comodismo, fazendo uso do prático e funcional procurando sanar estes problemas.
 É fato que a maioria dos sites, blogs, revistas e artigos especializados, incentivam as criações, ensinando e motivando a criação de artigos nas residências, provando que não se faz necessária uma quantidade substancial de renda para tal.
Portanto, para se provar a simples capacidade artística precisa-se criar, nenhum artista consegue ser referência, incitar motivações e realizações sem criar, ele necessita e precisa se sentir bem e inspirado, mesmo que este reproduza uma cópia, por exemplo, esta nunca será igual de quem criou a original já que a característica da personalidade de cada um se reflete na obra, então quem reproduz, é considerado artesão, mesmo não tendo uma formação formal.



Referências
ARGAN, Giulio Carlo. Arte moderna. São Paulo: Cia das Letras, 1992.
BENÉVOLO, Leonardo. História da arquitetura moderna. São Paulo: Perspectiva, 2004.
CANDOTTI. O Selo Sustentável. Postado em 21 de outubro de 2010. Disponível em , acesso em 28 de Outubro de 2010.
COLETIVO VERDE. A situação existe, mas o que nós consumidores podemos fazer. Postado em 17 de outubro de 2010. Disponível em <http://www.coletivoverde.com.br>, acesso em 28 de Outubro de 2010.
FPEREZAJATES. Escovão. Postado em 23 de outubro de 2010. Disponível em >, acesso em 28 de Outubro de 2010.
INHABITAT & TRENDHUNTER. Transformando sua geladeira em sofá. Postado em 27 de Outubro de 2010. Disponível em <http://www.coletivoverde.com.br>, acesso em 28 de Outubro de 2010.
LEE, Maya. Da penteadeira. Postado em 25 de Outubro de 2010. Disponível em >, acesso em 28 de Outubro de 2010.
MALDONADO, Tomás. Design industrial. Lisboa: Edições 70, 2006.
OFCA. Desenvolvimento Sustentável. Postado em 25 de Outubro de 2010. Disponível em <http://www.ofca.com.br>, acesso em 28 de Outubro de 2010.







Dança comigo Pole Dance?

Bem este post, vai ser engraçado de falar porque faz tempo que eu e minha amiga Fer, flamos em fazer Pole Dance, não no sentido que a maioria das pessoas pensam mais na sexualidade do corpo feminino, além de ser considerado um esporte, tanto que em alguns lugares no Brasil, virou não apenas moda, mais forma de diversão e saúde para muitas mulheres.
Na verdade Pole Dance está mais ligado ao bem- estar do que qualquer tipo de vulgaridade não interpretada, no Brasil, e em outros lugares possuem várias Academias e cursos de dança, depois vou deixar o link de alguns lugares.
Tem pessoas, que ainda tem a visão inicial do Pole, que lembra boates, strip, ou mulheres vulgares, mais o porque de tanto preconceito com uma dança que invoca o prazer feminino ... vejamos um pouco sobre minhas futuras aulas! rs

O que significa?
Pole dance (em português: dança do cano, dança da barra, dança do varão ou ainda dança do poste - literalmente , também conhecida como barra americana) é uma forma de dança e ginástica. Original da Inglaterra dos anos 1980,  foi introduzida emPortugal em 2005 pela escola Círculo de Dança de Lisboa.
Se trata de uma dança sensualutilizando como elemento um poste ou barra vertical sobre o qual a bailarina(o) realiza sua actuação. Este termo, é comumente associado ao âmbito dos strip clubs, porém recentemente, também se utiliza o termo pole dance artístico nos cabaretes e nos circos em espetáculos acrobáticos que não apelam ao erotismo como ferramenta visual.
Tipos de Pole Dance
Existem diferentes vertentes de pole dance. Antigamente associado às casas noturnas e ao strip-tease, o pole dance assume hoje outras vertentes, como por exemplo o pole dance fitness, para a finalidade de trabalhar os determinados grupos musculares, ficar com o corpo em forma e praticar algum desporto. Há o poledance artístico, que visa mais ao lado acrobático e é incorporado principalmente em espetáculos de performace, no circo etc. E também o poledance sensual ou erótico, que é o que se vê nos strip clubs e que visa mais ao lado erótico e sensual.
pole dance é considerado uma forma reconhecida de exercício e pode ser utilizado como uma ginástica. Reconhecidas escolas de ginástica estão agregando este baile como parte de seu repertório elevando assim sua popularidade. Também é catalogado por alguns como umaarte cênica. Um exemplo de pole dance com desempenho de arte cênica pode ser visto em Montreal, concretamente no Cirque du Soleil. Neste circo, acrobatas vestidos de múltiplas cores realizam esta prática, que inclui movimentos que implicam numa grande quantidade de força e habilidade.

Pole dance na mídia



ow Who Killed Me, com Lindsay Lohan, opole dance também foi destaque em novelas brasileiras. A novela Dance, Dance, Dance, exibida na Band, teve, em seu último capítulo, uma cena onde Sofia (Juliana Baroni) dançava pole dance para salvar a Fundação Verônica Marques.

Flávia Alessandra, na novela Duas Caras, da Globo, teve seu personagem Alzira dançando em uma barra, utilizando um tapa-sexo de couro.

A top model Kate Moss dançou no mastro em um videoclipe do grupo de rock White Stripes. O pole dance também já apareceu no clipe Gimme More da cantora pop Britney Spears.

Na Romênia, em Bucareste, uma stripper foi destaque na mídia ao aparecer dançando num metrô utilizando os canos do transporte na sua performance. Ela se despia ao som do filmeOu tudo ou nada e pedia dinheiro no final da apresentação.

Madonna, nos shows ocorridos em dezembro de 2008 nas cidades do Rio de Janeiro e São Paulo, efetuou movimentos numa barra no palco ao ritmo do hit Into the Groove.

Miley Cyrus também fez movimentos no cano na apresentação do single Party in the USA no Teen Choice Awards de 2009.


Livros
Diablo Cody, em seu livro Minha Vida de Stripper, relata detalhes de sua vida de dançarina de pole dance e dança da cama com simulação de sexo com homens. Além disso, enumera as 10 melhores músicas para se dançar no poste.


Moda
A designer Heather Thomson, na Semana da Moda de Nova Iorque, ocorrida em setembro de 2008 em Manhattan, escolheu dançarinas da região para desfilar sua linha de lingerieYummie Tummie. As dançarinas trabalhavam em stripclubs.


Tentativa de tornar o pole dance em modalidade olímpica

Em 2008, um grupo de estadunidenses dançarinas de pole, em Salt Lake City, em Utah, nos EUA, montaram um abaixo-assinado para que a dança se tornasse uma modalidade olímpica nos Jogos Olímpicos de Verão de 2012 em Londres.


Barra de show

Pino fronzen en "P"angel

As barras disponíveis para uso nos clubes proporcionam efeitos visuais. Estes postes podem ser decorados com plástico ou tinta, contêm água, brilho e materiais especiais que aparecem quando se utiliza em conjunto com a iluminação estroboscópica, assim como a iluminação oculta em sua base de vigas. Geralmente, as barras são feitas de aço inox.


A barra como exercício

O pole dance tem se transformado em uma nova e cada vez mais popular forma de exercício, no qual as mulheres (e às vezes os homens) usam como rotina de ginástica. Esta forma de exercício aumenta a força superior do corpo (utilizando o próprio organismo como resistência), trabalha a flexibilidade e a coordenação motora e também tonifica o corpo como um todo, trabalhando de forma mais intensa panturrilha, abdômen, bíceps, tríceps e coxas.

Tipos de movimentos


Inversão split

Como qualquer arte marcial, dança ou atividade física, o pole dance também possui uma nomenclatura para os movimentos, com algumas diferenças de um país para outro, mas mantendo aproximadamente o mesmo significado. O pole dance tem por volta de 300 movimentos e combinações, sendo que cada uma desenvolve a seu tempo. As turmas são divididas em básico, intermediário e avançado. (I,II,III E MASTER). Abaixo, de maneira não exaustiva, alguns dos movimentos:


Básico

Inversão contrária

É o primeiro contato com a barra, onde se aprendem as posturas. Com os giros, a musculatura vai sendo fortalecida para o próximo nível.

Fireman Básico e Cruzado

Chair ou Cadeira
Carrousel
Seat básico
Seat glamour
Back Hook

Intermediário
Esse é o nível onde se iniciam as inversões e quando as mudanças no corpo começam a se tornarem significativas.

Inversão Básica
Inversão split
Cruxifixo invertido
Cradle Split ou Berço Split
Seat Split ou pernas brincalhonas

Avançado
Nesse nível, começam os movimentos mais difíceis, movimentos conjugados onde a performance já é bem notável.


Knee hold, um movimento do pole dance. Pole dancesensual ou de competição aprendido nas academias
Escorpião
Geminis
Butterfly
Basic Teddy
Hand Stand: atitude e flecha inclinada, entre outros.

Master
Neste nível, os movimentos exigem extrema força, resistência, flexibilidade e técnica. São movimentos que requerem muito treino e muita prática.

Death Lay
flag pole
starfish
twisted handspring lift

Alguns nomes

Kate Coates - Foi uma das primeiras instrutoras a nível mundial a ensinar mulheres comuns.
Fawnia Mondey-Dietrich - Professora de pole dance, foi a primeira a emitir certificados e organizar uma federação da dança no cano.
Bobbis - Reconhecida por sua sensualidade na barra. É admirada por ser escolhida como melhor instrutora de pole dance.
Felix - Miss Pole Dance Austrália 2006 .
Mariana Legarreta - Abriu o primeiro estúdio de pole na América Latina, na Argentina.
Geraldine Neumann - Modelo latina que utiliza o pole dance para definir o corpo.
Elena Gibson - Miss Pole Dance World em 2005.
Jezabel Olmos - Primeira a criar um estúdio no México.
Elisangela dos Reis - Foi estudada por fisioterapeutas e médicos, para a importância para saúde e bem-estar da prática de pole dance. Organizadora e treinadora no Championships Argentina 2008.
Rafaela Montanaro, venceu o Miss Pole Dance América do Sul de 2009.

Street Pole Dance


Street pole dancepraticado dentro do vagão de um metrô
O street pole dance é uma modalidade de pole dance praticada na área urbana, utilizando os postes que sustentam as placas de sinalização de trânsito. Nessa modalidade, as dançarinas utilizam roupa adequada para não machucar a pele nos postes pintados, como a calça jeans e tênis.

Menos comum mas também praticada é o street pole dance em meios de transporte urbanos. Geralmente é realizado em metrôs ou trens devido à existência de barras metalizadas com a finalidade de apoio e segurança aos passageiros. As pole dançarinas penduram-se nos canos e realizam os movimentos ao redor das pessoas que usam o meio de transporte rotineiramente.

Competições


Rafaela Montanaro Miss Pole Dance América do Sul de 2009
Apesar de serem comuns nos stripclubs, há uma crescente comunidade em todo o mundo que leva a sério este exercício como esporte e forma de arte.

Estas competições nada têm a ver com o que ocorre nos clubes noturnos. Pelo contrário, estes eventos são estritamente artísticos, onde não apresenta-se nudez nem strip-tease e sim expressão corporal através da arte, agilidade e força para realizar os movimentos.

Na Argentina, a técnica teve um auge devido ao programa Bailando por un sueño em 2007.

Em 2009, a brasileira Rafaela Montanaro venceu o Miss Pole Dance América do Sul de 2009





Bora dançar então eu e a Fer vamos e voceis???!!!

Algumas academias e cursos sigam -->