quinta-feira, 26 de agosto de 2010

Cenário Urbano

Nem sempre sabemos ao certo, como se iniciou a Cultura Urbana nas grandes cidades, um dos seus pontos de inicialização foi a divisão de grupos sociais que buscavam em suas diferenças expandir seus conhecimentos em forma de expressões corporais, desenhos, música, tipologia, religião, gastronomia, moda, personalidade, idade e etnia.

Um dos motivos em que me leva a esta análise, é a forma de como a cidade é atraente e nem sempre percebemos suas características construtivas e sua alternatividade em relação às pessoas, passamos a maior parte do tempo preocupados com as outras coisas(trabalho, escolas, casa, família, amores, ideologias) e esquecemo-nos de analisar a forma de como uma cidade se movimenta em relação ao passar do tempo, sendo assim uma grande CAMALEOA DE IDÉIAS.

"Às vezes me sinto uma molécula perdida na selva de pedra, enforcada pelas diferenças e submissa a um estilo de vida em que se prega pelos grandes. Somos minúsculos, somos pequenos, somos o foco perdido, o alelo perfeito, em forma de arte e poesia estampada nos rostos dos aflitos somos urbanos, somos uma tribo, que procura a diferença a verdade que nem sempre é positiva. Homem do concreto esquece-se do afeto, esquece do medo e se torna parte de um movimento.”

CONSUMISMO E SOLIDÃO NA VIDA URBANA

Os jovens, principalmente os que moram nos centros urbanos, estão vivendo em uma época onde o consumismo está em alta, à banalização da cultura cresce cada vez mais e a tecnologia ocupa quase toda a vida de um adolescente, de classe média, com os horários de estudo, de trabalho, de jogar videogame e de sair com os amigos. Tudo é cronometrado, a vida está muito controlada pelo relógio. Isto ocorre porque a globalização gerou a cultura do efêmero, tudo deve ser consumido agora, no presente, e utilizado até outro produto chamar mais a atenção e apagar o “brilho” do outro fazendo com que a pessoa consuma mais e mais em busca de realizar seus desejos que mudam constantemente.

Muitas vezes os moradores das cidades urbanas como, por exemplo, São Paulo e Rio de Janeiro, têm a impressão de que não “habitam” a cidade onde moram, ou seja, não participam da vida social da cidade, não conhecem os lugares de lazer, pois estão sempre correndo contra o tempo. Esta falta de tempo e a necessidade de consumir cada vez mais diminuem as relações sociais entre as pessoas o que gera a sensação de solidão. Às vezes é difícil compreender o fato de existir a solidão em cidades onde vivem milhares de pessoas, mas Carlos Drummond de Andrade entendia muito bem este “fenômeno” quando escreveu os seguintes versos: “… estou cercado de olhos, de mãos, afetos, procuras. Mas se tento comunicar-me o que há é apenas noite e uma espantosa solidão (A Bruxa)“.

REAPROVEITAMENTO DE EDIFÍCIOS URBANOS PELOS JOVENS

Neste tópico, gostaria de deixar uma opinião própria sobre o assunto, muita gente é contra grafitagem, porém imaginemos uma metrópole sem arte expressiva dos jovens urbanos que tentam chamar a atenção ou em forma positiva que é a grafitagem ou de forma negativa a pichação que se torna um poluente aos nossos olhos, mostrarei algumas imagens que me chamaram atenção e colocarei ou não legenda sobre elas.

Segundo o criador do mural, Brad Downey, essa parede fica em uma escola em Malmö (Suécia) e foi recoberta de ladrilhos de mosaico seguindo a mesma aparência que estava embaixo, inclusive o grafite. Assim, uma arte transitória transformou-se em permanente integrando vestígios de arte urbana com a antiga arte do mosaico.

Esculturas de Intalações



Região de Chongging, na China. Esta talvez seja a maior área grafitada do mundo. Artistas e designers da região, onde moram aproximadamente 4 milhões de pessoas, usaram sua criatividade em mais de um quilômetro de ruas.


BUEIROS DE SÃO PAULO- Projeto 6 e meia.

Os moradores dos bairros paulistanos da Barra Funda, Bom Retiro e Santa Cecília, convivem diariamente com a decadência dos edifícios, a poluição visual e as calçadas maltratadas.






O projeto se vem em forma de chamar a atenção da população, que não percebe a poluição e a manutenção das ruas, calçadas, bueiros e espaços públicos. Além de ser uma forma divertida e alegre de fugir um pouco do contexto estressante que a grande São Paulo transmite a sua população, assim até mesmo valorizando os artistas locais.













Segundo o artista, "temos um grande projeto para grafitar uma rua inteira que está degradada, transformando seus elementos urbanos em bichos, árvores e plantas grafitadas, mas isso esbarra em uma burocracia tremenda dos órgãos públicos. É uma pena, pois São Paulo é um caos, e as pessoas acabam sendo modificadas pelo trânsito, stress e a poluição. Se ela faz isso com seus moradores, por que não podemos também modificar a cidade?"




NOS BECOS...


O excesso de concreto e construções que faz de São Paulo uma cidade hostil e cinza para a maioria, é cenário inspirador aos olhos dos grafiteiros. É nas ruas, becos e muros da cidade que esses artistas andarilhos se revelam e imprimem cores e formas.


CAÇAMBA SOLIDÁRIA, Sabem o que é?!


MOVIMENTO CULTURAL


A Caçamba Solidária foi grafitada pelos artistas de street art Julio Zukerman, Jey e Arthur Camargona, e foi escolhida para a abertura da exposição “Caçamba-SP”, que aconteceu na MiCasa. Trata-se de uma legítima obra de arte que foi doada gentilmente para o projeto “A Gente Transforma”, de Marcelo Rosenbaum.

O A Gente Transforma é um projeto colaborativo concebido por Rosenbaum, que faz uso das cores para despertar sonhos e realizar mudanças dentro de uma comunidade, elevando sua auto-estima e colocando o poder de transformação nas mãos dos moradores.

A Caçamba Solidária servirá para coletar o descarte da desmontagem dos ambientes expositivos da CasaCor, a ser transformado em equipamentos urbanos para o entorno do Campo do Astro do Parque Santo Antônio – o palco da transformação da Semana Mão na Massa.

A Gente Transforma + CasaCor + Brechó Social = uma ação sustentável em sintonia com a tendência do Upcycling, dando novos valores à materiais descartados e aos sonhos de um mundo melhor. Vem com a gente!


AONDE ACHAR SUA CAÇAMBINHA... A Caçamba Solidária está à venda no site Brechó Social com renda revertida para a ONG Casa do Zezinho.


MOBILIÁRIO URBANO ENTROU NA HISTÓRIA DOS GRAFITES...


Me perdoem mais não sei em qual cidade ele está localizado estes mobiliários urbanos.. mais mesmo assim dêem uma olhadinha....


"fradinho tocando viola" by Guga Liuzzi e o armário-medidor de TOZ


Não poderia falar de grafitagem, sem falar de OSGEMEOS



Paulistanos de 1974, os gêmeos Gustavo e Otávio Pandolfo começaram sua trajetória na street art em meados dos anos 1980, retratando as culturas regionais do Brasil nos muros de São Paulo. O trabalho da dupla está ligado a sua vivência na cidade, o grande melting pot cultural brasileiro. Centrada na construção de um imaginário próprio e peculiar, sua obra mescla elementos do folclore nacional com outros ligados ao desenvolvimento da arte nascida nas ruas. As telas seguem a tradição do retrato, com personagens centrais em padrões multicoloridos e envoltos numa aura surreal. As instalações oníricas incorporam carros, barcos e bonecos cinéticos gigantes à pintura de parede em grande escala.


Bonecos Gigantes invadem Vale do Anhangabaú

A arte dos Gêmeos está nas paredes de várias cidades do mundo inteiro:Alemanha, Inglaterra, EUA, Grécia, Cuba, São Paulo… Uma das exposições mais importantes que eles participaram foi a Street Art, em Londres. Eles pintaram a fachada da Tate Modern com grafiteiro brasileiroNunca e outros grupos de arte de rua de diversos países.

Os Gêmeos

Os Gêmeos

Os Gêmeos Os Gêmeos

Os Gêmeos

Os Gêmeos


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